O advogado Douglas Rabelo Queiroz, de 41 anos, foi preso em flagrante no bairro Papicu, em Fortaleza, suspeito do crime de estupro de vulnerável. Ele foi encontrado pelas autoridades dentro de seu próprio apartamento na companhia de três adolescentes de 13, 14 e 16 anos.
A detenção ocorreu após meses de reclamações e denúncias de vizinhos sobre o trânsito frequente de menores de idade no condomínio durante as madrugadas. Na operação policial, foram apreendidas drogas, medicação para interromper gravidez e diversos itens eletrônicos no imóvel do suspeito.
““Sempre ele usava da profissão dele para ameaçar as pessoas. As pessoas têm medo de advogado, de processo, e por isso se intimidavam”, comentou uma testemunha.”
A Justiça decretou a prisão preventiva do advogado, que já possuía antecedentes criminais por outros delitos e ameaçava vizinhos usando a sua profissão. O inquérito corre em segredo de justiça sob responsabilidade da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
Durante as buscas no imóvel, os policiais apreenderam trouxas de cocaína, medicação abortiva, peças íntimas, preservativos e lubrificante. A equipe também confiscou equipamentos eletrônicos para investigação, incluindo um celular, um notebook, uma CPU, um pendrive e um tablet.
Os moradores relataram que o suspeito promovia gritarias e levava meninas e rapazes muito novos ao apartamento nas madrugadas há cerca de um ano. Segundo testemunhas, ele intimidava os moradores fazendo uso de sua profissão, o que gerou boletins de ocorrência e motivou a mudança de alguns residentes por medo.
A OAB-CE informou que a situação do advogado era regular. Embora a instituição não tenha sido comunicada oficialmente no momento da prisão, declarou que, caso a participação no crime seja confirmada, instaurará um procedimento interno disciplinar sigiloso no Tribunal de Ética e Disciplina (TED).
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) confirmou que o processo tramita em estrito segredo de justiça, motivo pelo qual detalhes adicionais não são divulgados. As apurações seguem sob o comando da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).

