A vereadora Tatiane Costa (PL), de Sorocaba (SP), protocolou uma moção de repúdio à decisão que elegeu a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal. O episódio ocorreu durante a sessão ordinária da Câmara Municipal na quinta-feira (12).
Tatiane foi acusada pela colega Fernanda Garcia (PSOL) de transfobia. Em sua fala, a vereadora afirmou que “houve o maior desrespeito com todas as mulheres do Brasil” e que “um homem biológico, um trans, não deveria estar ocupando esse espaço (…) Ele não me representa”.
Fernanda Garcia, em suas redes sociais, acusou Tatiane de fazer comentários considerados criminosos e transfóbicos. Ela declarou: “Esse desrespeito contra a identidade de gênero da deputada federal é inadmissível. Incita o ódio e a discriminação de pessoas transgênero”.
Em resposta às acusações, Tatiane Costa afirmou que não mencionou o nome de ninguém em sua declaração, mas reiterou que “um homem biológico, um trans, que não tem útero, não menstrua, diz que somos pessoas que gestam… não pode representar nós mulheres”.
A reportagem tentou contato com Fernanda Garcia e a assessoria de Erika Hilton, mas não obteve resposta até a última atualização. A Câmara de Sorocaba também foi procurada para comentar a posição de Tatiane, mas não retornou.
A deputada Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na quarta-feira (11), com 11 votos, em uma eleição de chapa única. Laura Carneiro (PSD-RJ) foi eleita como 1ª vice-presidente.
Em suas redes sociais, Erika Hilton comentou que o fato de sua eleição incomodar mais do que a violência contra a mulher “diz muita coisa”. Ela destacou que as mulheres trans e travestis também têm o direito à vida e à representação.
Além disso, Erika Hilton anunciou que entrou com um pedido de ação criminal contra o apresentador Ratinho, que fez uma declaração transfóbica sobre sua eleição, e também pede R$ 10 milhões de indenização ao apresentador e ao SBT.


