Decisão de Flávio Dino reverte avanços da CPMI do INSS e pode beneficiar Lulinha

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A CPMI do INSS enfrentou uma reviravolta nesta quarta-feira, 4 de março de 2026. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão da CPMI que autorizou quebras de sigilo bancário e fiscal de diversos investigados.

A decisão, que havia sido tomada na semana passada, provocou descontentamento entre os parlamentares e foi mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na terça-feira. A liminar concedida por Dino foi em resposta a um mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha.

O Supremo e a assessoria do ministro esclareceram que a decisão se aplica apenas à empresária, mas abre um precedente que pode beneficiar o filho do presidente Lula no futuro. O senador Carlos Viana, que preside a CPMI do INSS, afirmou que irá questionar a decisão de Flávio Dino.

Enquanto isso, o banqueiro Daniel Vorcaro passou por uma audiência de custódia na tarde de hoje. A Justiça Federal de São Paulo decidiu mantê-lo preso durante as investigações. Vorcaro foi detido na manhã de hoje na segunda fase da operação Compliance Zero.

A Polícia Federal encontrou mensagens de Vorcaro nas quais ele pedia para seguir e agredir fisicamente jornalistas que publicaram matérias que o desagradaram. A defesa do banqueiro divulgou uma nota afirmando que as mensagens foram tiradas de contexto e que se tratavam apenas de um “desabafo”. Vorcaro será transferido para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos.

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