Dois jovens e um menor são investigados por estupro coletivo em Copacabana

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

A 12ª DP (Copacabana) investiga se dois dos quatro jovens presos e um menor apreendido por estupro coletivo em Copacabana têm ligação com outras duas denúncias de crimes sexuais. As investigações começaram após a queixa de uma aluna do Colégio Pedro II.

Os agentes estão realizando diligências e aguardam ouvir a vítima da segunda denúncia, que se refere a um caso ocorrido em 2023, quando a adolescente tinha 14 anos. Além disso, uma testemunha já prestou depoimento sobre um episódio de outubro de 2025. A polícia também aguarda a quebra de sigilo telemático dos investigados para obter mais provas.

Os réus no caso de Copacabana são: Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos; Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos; João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos; e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos. O adolescente apreendido é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro, mas sua identidade não foi divulgada.

A Polícia Civil solicitou ao Colégio Pedro II que envie à 12ª DP os procedimentos administrativos envolvendo Vitor Hugo Simonin e o menor apreendido. O caso de 2023, que ocorreu em um apartamento no Maracanã, é semelhante ao de Copacabana. A denúncia foi registrada pela mãe da menor em 2 de março, após a revelação do caso de Copacabana.

A mãe da vítima relatou: “Achavam que o prazer deles importava mais do que o trauma delas”. A adolescente, agora com 17 anos, afirmou que mantinha um relacionamento com o menor envolvido, que também é citado no caso de Copacabana. Ela contou que foi forçada a ficar em um cômodo, agredida e obrigada a ter relações sexuais com o menor e um adulto não identificado.

A defesa do menor não comentou o caso de 2023, pois o processo está em segredo de justiça, mas solicitou uma cópia do procedimento para reavaliação. A defesa de Mattheus não respondeu ao pedido de comentário sobre a denúncia de 2023. Em relação ao caso de Copacabana, os advogados afirmaram que foram divulgados trechos parciais de vídeos e mensagens que indicariam que a menor sabia da presença de outras pessoas no apartamento.

Vitor Hugo Simonin é investigado por um caso de estupro que teria ocorrido durante uma festa de alunos do Colégio Pedro II no Humaitá, na Zona Sul, em outubro de 2025. Segundo a denúncia, ele teria levado a vítima ao segundo andar do local e praticado o crime.

A vítima relatou que estava beijando Vitor Hugo durante a festa quando ele tentou forçá-la a praticar sexo oral. “Quando eu consegui finalmente levantar, apareceu um segurança e eu consegui voltar para a festa”, contou a jovem, que só percebeu que tinha sido vítima de um crime após a divulgação do caso de Copacabana. A amiga da vítima já foi ouvida pela polícia como testemunha.

A defesa de Vitor Hugo não se manifestou até o momento.

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