Grupo recrutava policiais para contrabando e lavagem de dinheiro em MS

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Iscariotes, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção.

O grupo teria recrutado agentes de segurança pública, incluindo servidores da ativa e aposentados, para auxiliar nas atividades ilegais. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.

Segundo as investigações, o esquema funcionava de forma estruturada e envolvia a entrada irregular no país de eletrônicos de alto valor, sem nota fiscal e sem passar pelos controles aduaneiros. Após a entrada no Brasil, os produtos eram distribuídos em Campo Grande e em outros estados, principalmente em Minas Gerais.

Para despistar a fiscalização, as mercadorias eram escondidas em meio a cargas legais e transportadas em veículos com compartimentos secretos. O grupo também atuava para esconder a origem do dinheiro obtido com o esquema.

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As investigações apontam que agentes de segurança pública ajudavam a organização, fornecendo informações sigilosas de sistemas policiais e, em alguns casos, participando diretamente do transporte das mercadorias. Durante a apuração, foram feitos flagrantes, inclusive com a participação direta de policiais.

Com autorização da Justiça Federal e parecer favorável do Ministério Público Federal, a polícia tenta cumprir diversas medidas, entre elas: 31 mandados de busca e apreensão; 4 prisões preventivas; 1 monitoramento eletrônico; 2 afastamentos de funções públicas; 6 suspensões de porte de arma; bloqueio de cerca de R$ 40 milhões em bens.

Além disso, foram sequestrados pelo menos 10 imóveis e 12 veículos, e as atividades de seis empresas foram suspensas. Ao todo, cerca de 90 ordens judiciais foram cumpridas, com a participação de mais de 200 policiais.

A operação ocorreu em cidades de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, como Dourados, Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros. A operação contou ainda com apoio de corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o caso.

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