Farhad Sheikhi, um curdo iraniano de 34 anos, participou dos protestos contra o governo em 2022 e agora vive em Suleimaniya, no Curdistão iraquiano. Ele recorda com tristeza o som dos tiros e a queda de seus companheiros durante os protestos. Atualmente, acompanha os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e expressa preocupação com a segurança de sua família no país.
“Eu vi literalmente o inferno”, afirma Sheikhi, que depende de um amigo para receber notícias de sua família devido ao apagão cibernético na República Islâmica. Ele sonha em viajar para a Alemanha para concluir seus estudos de Direito, mas não vê a possibilidade de retornar ao Irã no momento.
Com a guerra em andamento, Sheikhi observa que as pessoas estão mais cautelosas e enfrentam condições de vida difíceis. Ele mantém a esperança de que uma revolução social permita seu retorno, mas reconhece que o risco é grande demais.
Aresto Pasbar, outro iraniano que fugiu após participar dos protestos de 2022, foi atingido por balas de espingarda e ficou cego do olho esquerdo. Após várias cirurgias, ele buscou asilo na Alemanha em 2023, mas decidiu voltar ao Curdistão iraquiano para se juntar aos combatentes curdos. “Se eu morrer, por favor, defendam seus direitos”, disse Pasbar à sua família antes de partir.
Amina Kadri, de 61 anos, também compartilha sua dor. Seu marido, Ikbal, foi assassinado após fugir do Irã devido à perseguição política. Kadri acredita que o Irã é responsável pela morte do marido e do filho, que foi executado 53 dias depois. Ela deseja a queda da República Islâmica para vingar a morte de seus entes queridos.
As histórias de Sheikhi, Pasbar e Kadri refletem a luta e a resistência dos iranianos que, mesmo em exílio, continuam a lutar por seus direitos e pela liberdade de seu povo.


