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Justiça

Projeto de Lei cria incentivo fiscal para segurança do trabalho

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 12:45
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O Projeto de Lei 6457/25, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, estabelece um incentivo fiscal para empresas que investirem na segurança de seus funcionários.

A proposta permite que empresas tributadas sobre o lucro real deduzam do Imposto de Renda o dobro dos gastos realizados para cumprir normas de segurança e saúde no trabalho. O benefício se aplica a despesas relacionadas à Norma Regulamentadora 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que aborda o gerenciamento de riscos ocupacionais.

De acordo com o projeto, o incentivo fiscal não poderá ultrapassar 10% do lucro tributável em cada exercício financeiro. Despesas que não puderem ser deduzidas em um ano devido a esse limite poderão ser transferidas para os dois exercícios subsequentes.

O autor da proposta, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), afirma que o objetivo é reduzir acidentes e doenças causadas pelo trabalho, além de diminuir os gastos públicos com saúde e previdência. Ele também destaca que a medida fortalece a competitividade das empresas brasileiras.

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“”O incentivo fiscal favorece o desenho de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, sem que esse custo seja imposto exclusivamente ao empreendedor”, diz o parlamentar.”

Capitão Alberto Neto ressalta que a NR-1 entrará em vigor em 26 de maio de 2026 e que os incentivos visam estimular as empresas a adotá-la.

A NR-1 estabelece diretrizes básicas de segurança e saúde no trabalho que devem ser seguidas por empresas e funcionários sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A norma prevê o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exige a identificação de perigos e a criação de planos de ação preventivos.

O documento também detalha direitos e deveres de empregadores e empregados, regras para capacitação e treinamento dos trabalhadores (incluindo modalidades on-line ou semipresenciais) e simplifica exigências para micro e pequenas empresas, conforme o risco.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

TAGGED:Câmara dos DeputadosCapitão Alberto Netoincentivo fiscalMinistério do Trabalho e EmpregoNR-1Projeto de Leisegurança do trabalho
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