O gabinete do ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, apresentando um histórico sobre sua atuação como relator do inquérito do Banco Master.
No documento, Toffoli afirma que todas as decisões tomadas durante sua relatoria seguiram os pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. ‘Desde que assumi a relatoria da operação Compliance Zero até deixar a relatoria, deferi todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República’, diz o texto.
A nota também apresenta uma cronologia da tramitação dos processos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, período em que Toffoli foi responsável pelos autos no STF. Durante esse intervalo, foram autorizadas diligências como quebras de sigilo bancário e fiscal, buscas e apreensões, bloqueios de bens e prisões temporárias de investigados.
De acordo com o ministro, uma das decisões determinou o bloqueio e o sequestro de bens que somariam mais de R$ 2 bilhões, além da autorização de centenas de quebras de sigilo relacionadas aos investigados na operação Compliance Zero.
Toffoli também afirma que as investigações transcorreram normalmente durante sua relatoria e que nenhuma medida judicial comprometeu o andamento do caso. ‘As investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos’, escreveu.
O ministro ressaltou que não acolheu pedidos de nulidade apresentados ao longo da investigação. A manifestação pública ocorre em meio a questionamentos sobre a condução do magistrado no STF e sobre supostas tentativas de blindagem de investigados.
Na nota, Toffoli sustenta que todas as decisões tomadas no período foram baseadas em solicitações formais dos órgãos de investigação e que a supervisão judicial ocorreu dentro dos parâmetros legais. Mais cedo, o ministro também havia divulgado que não teve acesso ao material apreendido nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados enquanto foi relator da investigação sobre o Banco Master.

