O Governo do Estado de São Paulo alerta sobre os sinais de violência contra a mulher e a rede de apoio disponível para denúncias e proteção. A violência pode se manifestar de diversas formas, muitas vezes de maneira silenciosa, incluindo ofensas verbais, perseguições e controle excessivo.
A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Cristiane Braga, destaca que a violência atinge diferentes aspectos da vida da mulher.
““A violência contra a mulher abrange inúmeras condutas ofensivas à sua integridade, à sua moral, à sua sexualidade e ao seu patrimônio”,”
afirmou ao programa 321 da Agência SP.
O movimento SP Por Todas, mantido pelo Governo de São Paulo, visa informar as mulheres e fortalecer políticas públicas que promovam segurança, autonomia financeira e saúde. Entre os tipos de violência mais comuns está a violência psicológica, que inclui humilhações, xingamentos e comportamentos de controle, como questionar constantemente a rotina da mulher.
“Quando o autor fica observando todas as suas atitudes, questionando comportamentos, perguntando onde vai, com quem vai, com quem fala, isso é um sinal de que a mulher está sendo subjugada”, explicou a delegada. A violência física, que envolve agressões como empurrões e socos, também é uma preocupação, mesmo que não deixe marcas visíveis.
A legislação brasileira reconhece a violência patrimonial, que ocorre quando o agressor danifica bens da mulher, e a violência moral, que se manifesta por ofensas à honra da vítima. A perseguição, conhecida como stalking, é outro crime que gera medo e insegurança.
O Governo de São Paulo ampliou as formas de denúncia de violência doméstica. O boletim de ocorrência pode ser registrado pelo aplicativo SP Mulher Segura, na delegacia online da Secretaria de Segurança Pública ou nas delegacias de polícia. A Cabine Lilás oferece acolhimento e informações para ajudar as mulheres a interromper o ciclo de violência.
Quando uma mulher contata o número 190, a chamada passa por triagem para avaliar o risco. Se a violência estiver ocorrendo, uma equipe policial é enviada para garantir a segurança da mulher. O movimento SP Por Todas busca ampliar a visibilidade das políticas públicas e a rede de proteção para mulheres em São Paulo.


