Uma advogada e influenciadora digital foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP) após prisão por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. A unidade, inaugurada em 2011, enfrenta superlotação de 22,2%.
A Penitenciária Feminina de Tupi Paulista recebeu nesta sexta-feira (22) a advogada e influenciadora digital presa durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro para o Comando da Capital (PCC). A transferência ocorreu porque o processo tem base em Presidente Venceslau (SP), cidade de onde partiu o mandado de prisão preventiva, segundo a Polícia Civil.
Inaugurada em 16 de agosto de 2011, a unidade é a única penitenciária feminina da Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do Estado. Com área construída de 19.142,34 metros quadrados e investimento de R$ 44 milhões, o presídio oferece assistência médica específica para mulheres, pavilhão de trabalho, biblioteca, cursos profissionalizantes e espaços para amamentação e creche.
Segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária atualizados em 20 de maio, a penitenciária tem capacidade para 714 detentas, mas abriga 873, o que representa superlotação de 22,2%. A rotina diária inclui café da manhã às 7h, banho de sol, refeições preparadas pelas próprias detentas e atividades de limpeza.

