Uma advogada e influenciadora digital se recusou a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos pela polícia na operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A ação ocorreu na quinta-feira (21) em São Paulo.
Os aparelhos foram recolhidos durante buscas na residência da advogada, no condomínio Tamboré, região metropolitana de São Paulo. O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz afirmou que a recusa em fornecer as senhas não impedirá a extração de dados relevantes para o inquérito.
Segundo a investigação, a advogada recebeu R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, além de quase 50 depósitos para duas empresas dela, totalizando R$ 716 mil. Em audiência de custódia, ela declarou que foi presa no exercício da profissão.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que foram identificados repasses sem comprovação de relação com serviços advocatícios. A defesa da advogada nega qualquer ligação com o PCC e afirma sua inocência.
A operação Vérnix investiga o uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos da cúpula do PCC, iniciada após apreensão de bilhetes com presos em 2019, que indicavam ordens internas e contatos da facção.


