A Câmara dos Deputados deve apresentar nesta segunda-feira (25) o texto que propõe o fim da escala 6×1, com negociação para uma transição gradual da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial. O governo articula redução progressiva da carga horária em até dois anos, com início ainda em 2026.
O principal impasse na comissão especial que discute o fim da escala 6×1 é o período de transição para implementação da nova jornada de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de folga. Parlamentares, empresários e trabalhadores debatem o tempo necessário para adaptação sem prejuízo salarial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, articulam um plano para reduzir a jornada em etapas: uma hora após 120 dias da aprovação, outra hora após um ano, e duas horas após dois anos, totalizando 40 horas semanais em outubro de 2028. Outra proposta sugere estender a transição para três anos, com redução para 41 horas em 2028 e 40 horas em 2029.
Lula afirmou que não imporá o fim da escala 6×1 “na marra” e que respeitará as especificidades de cada setor durante a implementação. Em contraponto, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL criticou a mudança e propôs uma alternativa que permita ao trabalhador escolher sua jornada de trabalho.


