A Confederação Nacional do Comércio (CNC) criticou nesta terça-feira (26) o relatório da PEC que prevê o fim da escala 6×1, afirmando que a mudança pode gerar impactos negativos no emprego, nos pequenos negócios e na capacidade produtiva de setores intensivos em mão de obra.
O texto da PEC, apresentado na segunda-feira (25) pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), prevê a redução de duas horas na jornada em até 60 dias após a publicação da lei e o fim do modelo 6×1, com a implementação de no mínimo duas folgas semanais no mesmo período. As outras duas horas de redução seriam aplicadas em até um ano após a promulgação.
A CNC defende que o atual modelo de jornadas já atende às demandas de empregados e patrões e que alterações deveriam ocorrer por meio de negociações coletivas. A entidade ressaltou que a mudança constitucional pode impor custos adicionais às empresas, exigindo reestruturação de escalas e revisão de contratos.
A confederação destacou que o fim da escala 6×1 terá impactos mais significativos nas micro e pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorver aumentos abruptos de custos. Segundo a CNC, isso pode pressionar margens, reduzir investimentos e afetar a geração e manutenção de empregos formais, especialmente em atividades intensivas em mão de obra.
O parecer também cita a possível perda de força do comércio presencial em relação a sistemas de venda online, com aceleração do processo migratório para modelos digitais e automatizados caso os custos físicos aumentem.


