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Economia

CNI recorre ao STF contra fim do imposto sobre compras internacionais até US$ 50

Carla Fernandes
Última atualização: 24 de maio de 2026 21:31
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou nesta segunda-feira (24) uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória do governo federal que zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A entidade afirma que a isenção prejudica a indústria nacional e o varejo brasileiro ao criar concorrência desleal.

A CNI argumenta que a revogação da tributação de 20% sobre encomendas internacionais de baixo valor beneficia plataformas estrangeiras em detrimento das empresas locais, comprometendo a competitividade e ameaçando empregos no país. A ação sustenta que a norma viola princípios constitucionais da isonomia tributária e da livre iniciativa ao conceder tratamento favorecido a produtos importados.

A entidade também questiona a edição da medida provisória, alegando ausência de urgência e relevância, requisitos constitucionais para sua adoção, já que o tema estava sendo discutido no Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a revogação da taxa a cinco meses das eleições presidenciais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo poderá retomar a cobrança futuramente para equilibrar o mercado, pois o imposto tem caráter regulatório e não principal foco em arrecadação. A isenção vale apenas para compras feitas por pessoas físicas, que continuarão sujeitas ao ICMS estadual.

TAGGED:ação-direta-de-inconstitucionalidadeComércio exteriorConfederação Nacional da IndústriaImposto de Importaçãomedida provisóriaSupremo Tribunal Federaltaxa-das-blusinhastributação
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