O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou nesta segunda-feira (25) o aplicativo A.DOT SNA em todo o Brasil, com o objetivo de fortalecer a busca ativa por famílias para crianças e adolescentes que enfrentam maior dificuldade de adoção, como grupos de irmãos, adolescentes e crianças com deficiência. A ferramenta é uma evolução do primeiro app de adoção do país, criado em 2018.
O aplicativo permite que pretendentes habilitados, após esgotarem as buscas nos cadastros tradicionais, visualizem perfis de crianças com fotos e vídeos curtos. O acesso é feito via Gov.br, mas restrito a usuários já aprovados no sistema da Justiça, garantindo sigilo e proteção dos menores.
De acordo com a advogada especialista em Direito de Família, Cinthya Nunes, o processo de adoção começa com o pretendente indo a uma vara de infância e juventude do fórum de sua cidade. “A primeira coisa que a pessoa tem que fazer é ir até uma das varas de infância e juventude do fórum de onde ela mora”, explica. O processo inclui apresentação de documentos, curso psicossocial obrigatório de 25 a 30 horas, avaliação técnica com visitas domiciliares e aprovação judicial.
Atualmente, o Brasil tem 1.801 crianças e adolescentes aptos para a busca ativa. Desde 2019, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) viabilizou mais de 33,5 mil adoções, sendo 1.826 por meio da busca ativa.

