A advogada Deolane Bezerra afirmou em carta escrita da penitenciária que está presa por perseguição e negou envolvimento com crime organizado. Ela foi detida na última quinta-feira (21) em São Paulo sob suspeita de integrar esquema milionário ligado ao PCC.
Deolane Bezerra declarou que foi acordada com um fuzil apontado para o rosto e que nunca teve oportunidade de esclarecer os fatos. Ela negou ter ligação com o crime organizado e afirmou que sua prisão está relacionada ao exercício da advocacia e a um valor de R$ 24.500 recebido como honorários.
A investigação teve origem em bilhetes apreendidos há sete anos em presídio de Presidente Venceslau, que levaram a polícia a investigar uma transportadora ligada ao PCC. A advogada foi identificada como beneficiária de valores da empresa, considerada pela polícia como instrumento de lavagem de dinheiro.
Durante audiência de custódia, a defesa pediu a libertação alegando que Deolane tem uma filha menor de 12 anos. O Supremo Tribunal Federal negou o habeas corpus, afirmando que ainda há outras instâncias para o processo. A defesa classificou a operação como desproporcional e afirmou que os fatos serão esclarecidos em momento oportuno.


