Entidades produtivas solicitaram nesta terça-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que a votação da PEC que extingue a jornada 6×1 seja adiada para depois das eleições de outubro. O projeto, que será votado nesta semana na Câmara, tem sido usado como bandeira eleitoral, segundo os representantes do setor.
Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) criticaram a proposta por falta de diálogo com o setor produtivo e ausência de estudos técnicos sobre os impactos da medida.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que a PEC foi tratada de forma irresponsável e baseada em bandeira política, sem considerar as particularidades dos cerca de 2 mil setores econômicos do país. Ele defendeu que mudanças na escala de trabalho sejam negociadas entre empresas e trabalhadores.
Ricardo Alban, presidente da CNI, alertou que a mudança poderá provocar aumento de preços entre 6% e 8% na indústria. Ele também criticou o curto período de transição de 14 meses previsto pelo projeto, destacando a dificuldade de pequenas e médias empresas em melhorar produtividade em 60 ou 90 dias.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ouviu as preocupações do setor produtivo e reconheceu a complexidade do tema, mas não detalhou se atenderá o pedido de adiamento da votação.


