Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que gargalos estruturais adicionam R$ 274,8 bilhões por ano ao custo das empresas no estado, equivalente a 20% do PIB fluminense.
O levantamento “Custo Rio”, divulgado nesta segunda-feira (25), no dia da Indústria, aponta que o maior impacto está na tributação, que representa R$ 93,1 bilhões do custo total, incluindo R$ 44,4 bilhões ligados à informalidade econômica. O custo jurídico e regulatório soma R$ 42,8 bilhões, com destaque para a burocracia e a lentidão do Judiciário, cujo tempo médio para sentença de primeira instância é três vezes maior que a média dos países da OCDE.
Apesar de vantagens em capital humano e logística, o estado enfrenta desafios como a tarifa de energia mais cara do país e custos elevados do gás natural. A insegurança gera um custo adicional de R$ 31,1 bilhões, incluindo R$ 21,4 bilhões em perdas pelo comércio ilegal e um índice de roubo de cargas oito vezes maior que a média nacional.
O custo do crédito chega a R$ 31,9 bilhões anuais, agravado pela situação fiscal do estado, que acumula R$ 19,2 bilhões em custos relacionados ao risco fiscal, a pior nota de crédito e o maior endividamento entre as unidades da federação. A Firjan recomenda uma política fiscal responsável para reduzir esses custos e ampliar investimentos em infraestrutura, capital humano e tecnologia.


