Goiás lidera o Brasil no enfrentamento à abertura de empresas com indícios de lavagem de dinheiro e financiamento ao crime organizado, com 24.942 comunicações ao Coaf entre 2020 e 2025, segundo a Juceg.
A Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) registrou 24.942 comunicações de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entre 2020 e 2025, quase metade das 52.648 notificações feitas por juntas comerciais em todo o país no período. O sistema da Juceg identifica automaticamente situações atípicas previstas na Instrução Normativa nº 76 do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei) e encaminha os relatórios ao Coaf.
Em 2025, a Juceg realizou 2.761 comunicações relacionadas à abertura de múltiplas empresas pela mesma pessoa em menos de seis meses, principal situação atípica identificada. Também foram registradas ocorrências envolvendo pessoas expostas politicamente, participação de menores ou pessoas com mais de 80 anos em sociedades empresariais, e sócios domiciliados em paraísos fiscais.
Após Goiás, os estados com maior número de comunicações ao Coaf foram Paraná, Piauí, São Paulo e Sergipe. As informações da Juceg apoiam análises do Coaf e podem ser usadas pela Polícia Federal em investigações contra lavagem de dinheiro e financiamento ao crime organizado.


