O governo federal passou a exigir dados do Prodes para liberar crédito rural, bloqueando financiamentos diante de indícios de desmatamento. Produtores reclamam de erros e burocracia.
A nova regra obriga instituições financeiras a usar imagens de satélite do Prodes para analisar pedidos de crédito rural. Qualquer sinal de desmatamento pode impedir a liberação do financiamento, mesmo que a intervenção seja legal e autorizada.
Produtores relatam falhas na interpretação das imagens, como a classificação errada de pomares antigos e áreas em pousio como desmatamento irregular. A contestação dos alertas exige documentação técnica e custos elevados, o que dificulta o processo.
Além disso, apenas 7% dos cadastros ambientais rurais foram validados pelo Estado, o que aumenta a insegurança jurídica. Especialistas apontam que o bloqueio preventivo pode violar a presunção de inocência, invertendo o ônus da prova.
A Frente Parlamentar da Agropecuária propõe no Congresso a suspensão da medida, alegando que ela amplia a burocracia e gera incertezas no setor.


