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Justiça

Justiça condena homem a pagar R$ 2 milhões por trabalho escravo em fábrica clandestina

Carla Fernandes
Última atualização: 25 de maio de 2026 17:35
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Justiça do Trabalho de Bauru (SP) condenou um homem a pagar R$ 2 milhões por manter 14 trabalhadores paraguaios em condições análogas à escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros em Ourinhos (SP). A decisão foi proferida na sexta-feira (22) e cabe recurso.

A sentença atende ao pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) após o resgate dos trabalhadores em julho de 2025, durante a Operação Chrysós, realizada pela Polícia Federal, MPT e Ministério do Trabalho. O réu foi declarado revel e confesso por não apresentar defesa nem comparecer à audiência.

O condenado deverá pagar indenização por dano moral coletivo de R$ 2 milhões, com caráter pedagógico e punitivo. Ele está proibido de aliciar, transportar ou submeter pessoas a trabalho degradante, sob pena de multa de R$ 500 mil por descumprimento, acrescida de R$ 100 mil para cada trabalhador prejudicado.

Os 14 trabalhadores paraguaios eram aliciados no Paraguai com promessas de emprego e salários entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. Eles entravam no Brasil pela fronteira de Guaíra (PR) e eram levados até a fábrica em Ourinhos, que tinha capacidade para produzir cerca de 60 mil maços de cigarros por dia.

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No local, os trabalhadores cumpriam jornadas de até 14 horas diárias, sem descanso semanal e sem equipamentos de proteção. Os celulares eram confiscados, e o contato com familiares era permitido apenas a cada 15 dias por meio de um único aparelho. Eles viviam em alojamentos insalubres no mesmo galpão das máquinas que operavam 24 horas por dia.

Segundo a investigação, o condenado atuava na logística da fábrica e usava pseudônimos para coordenar a produção e evitar a fiscalização das autoridades.

TAGGED:condenaçãoDireitos Humanosfábrica clandestinajustiça-do-trabalhoMinistério Público do TrabalhoPolícia FederalSão Paulotrabalho escravo
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