A Justiça italiana negou a extradição da ex-deputada federal condenada pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão foi tomada pela Corte de Cassação de Roma nesta sexta-feira (23), encerrando o processo naquele país. A ex-parlamentar deixou a prisão em Roma e agradeceu a defesa.
A Corte de Cassação de Roma, composta por seis magistrados, analisou o caso a portas fechadas e rejeitou o pedido de extradição relacionado à condenação pela invasão do sistema do CNJ. A investigação apontou que a ex-deputada teria articulado, junto a um hacker, a inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após deixar a prisão, a ex-parlamentar gravou um vídeo nas redes sociais ao lado do advogado italiano Pieremilio Sammarco, agradecendo a atuação da defesa que, segundo ela, conseguiu “o impossível”. Ela relatou ter recebido aplausos de outros detentos e atribuiu a decisão à fé religiosa, afirmando que pretende seguir uma “missão” sem detalhar os próximos passos.
Apesar da vitória judicial, a ex-deputada ainda responde a um segundo processo na Itália por porte ilegal de arma. A análise sobre eventual extradição nesse caso ainda será julgada pelas autoridades italianas. Caso a entrega ao Brasil seja autorizada após o fim dos recursos, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.


