A Justiça manteve nesta sexta-feira (22) a prisão preventiva da advogada e influenciadora digital investigada por lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão ocorreu durante audiência de custódia em São Paulo.
Durante a audiência, a advogada afirmou que foi presa “no exercício da profissão” e que os valores recebidos em sua conta bancária são honorários advocatícios referentes a fatos de 2019 e 2020. Ela também informou possuir problemas psicológicos e que receitas médicas foram anexadas ao processo.
O Ministério Público afirmou que a audiência de custódia não é o momento adequado para reavaliar a prisão preventiva e pediu a homologação da medida. A advogada foi presa na quinta-feira (21) em operação conjunta do MP/SP e da Polícia Civil contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
A operação, chamada Vérnix, também teve como alvo o líder da organização criminosa e familiares, além de mandados de busca em imóveis ligados à advogada em Barueri, São Paulo. Ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20) após período na Itália e chegou a constar na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Em 2024, a advogada foi presa pela primeira vez em operação que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais ligados a apostas, tendo investido R$ 65 milhões em imóveis de luxo nos últimos três anos, segundo investigações.


