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Economia

Lojas Renner registra lucro de R$ 257,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, recorde para o período

Sofia Castro
Última atualização: 9 de maio de 2026 17:30
Sofia Castro
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Tempo: 3 min.
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A Lojas Renner anunciou um lucro líquido de R$ 257,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 16,4% em relação ao mesmo período de 2025, atingindo recordes de margens e geração de caixa. A receita líquida de R$ 2,875 bilhões cresceu 4,3%, com vendas em mesmas lojas (SSS) de 3,2%. A margem bruta de varejo atingiu 56,7%, maior nível para um trimestre, impulsionada por maior eficiência operacional e controle de estoques.

O resultado foi impulsionado por uma estratégia de execução de moda mais assertiva, com coleções mais atuais, estoques mais novos e maior eficiência na cadeia produtiva. O presidente, Fabio Faccio, afirmou que o trimestre refletiu a evolução do modelo de negócios, gerando recordes de lucro líquido, margem bruta e geração de caixa. A receita líquida de varejo atingiu R$ 2,875 bilhões, aumento de 4,3%, enquanto as vendas em mesmas lojas cresceram 3,2%. No segmento de vestuário, a receita avançou 5,1%, com SSS de 3,7%.

O diretor financeiro, Daniel Santos, destacou que o avanço das margens não foi causado por aumentos de preços relevantes, mas pelo modelo de operação que permite vender mais itens a preço cheio e reduzir estoques antigos, que caíram 15%. A margem bruta de varejo subiu 1,6 ponto porcentual, para 56,7%, enquanto a de vestuário avançou 1,9 p.p., para 58,0%. O EBITDA ajustado cresceu 4,3%, atingindo R$ 610,5 milhões, com margem de 21,2%. O EBITDA de varejo cresceu 23,5%, chegando a R$ 487,5 milhões, com expansão de 2,7 pontos porcentuais na margem, para 17,0%.

A geração de caixa foi destaque, com fluxo de R$ 258 milhões, crescimento de 263,7%, e encerramento de março com caixa líquido de R$ 1,5 bilhão. Os investimentos totalizaram R$ 106,1 milhões, destinados a tecnologia, remodelação de lojas e expansão. O resultado financeiro negativo em R$ 22,1 milhões refletiu menores rendimentos de aplicações financeiras, após recompra de ações e pagamento de juros sobre capital próprio. No canal digital, o GMV cresceu 7,4%, representando 16,6% das vendas totais. A transferência de estoques do Rio de Janeiro para São Paulo impactou temporariamente as vendas online, com efeito estimado de 1 ponto porcentual.

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