Desde 2020, 80.103 crianças e adolescentes que viviam em instituições de acolhimento no Brasil retornaram para suas famílias biológicas, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
Os dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) indicam que o retorno ao convívio com pais ou parentes próximos é o desfecho mais frequente para menores assistidos pelo Estado brasileiro.
Enquanto mais de 80 mil menores voltaram para suas casas desde 2020, o número de crianças e adolescentes adotados desde 2019 soma 33.559. Atualmente, 36.428 menores estão acolhidos em abrigos, casas-lares ou programas de família acolhedora.
A destituição do poder familiar ocorre apenas quando esgotadas as possibilidades de manutenção do vínculo com a família biológica. Hoje, 6.247 crianças estão juridicamente prontas para adoção no país, e existem 32.065 pretendentes habilitados ativos na fila.
Estados como São Paulo concentram o maior volume de pretendentes, enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste possuem menor densidade de famílias habilitadas. A preferência por perfis específicos dificulta a adoção de crianças mais velhas ou com irmãos.


