O Ministério Público do Trabalho entrou com ação para obrigar a Anvisa e o governo federal a proibirem o uso do glifosato no Brasil, alegando riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
Procuradores do trabalho pedem à Justiça a suspensão do registro, produção, importação, exportação, comercialização e uso do glifosato e seus derivados no país. O herbicida é o mais vendido do mundo e amplamente utilizado no agronegócio brasileiro.
A ação foi apresentada por uma divisão especializada do Ministério Público do Trabalho responsável pela proteção da saúde dos trabalhadores. Segundo o procurador Leomar Daroncho, “trata-se de uma questão de saúde pública” e as autoridades precisam reavaliar os riscos do produto diante dos alertas internacionais.
Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou o glifosato como “provavelmente cancerígeno para humanos”. A ação também cita estudos que identificaram resíduos do herbicida na água potável e apontam riscos à saúde.
A Bayer, fabricante do herbicida Roundup, nega comprovação científica de risco associado ao uso correto do produto e enfrenta ações judiciais que já custaram mais de US$ 10 bilhões. Nem a Anvisa nem a Advocacia-Geral da União comentaram o caso até o momento.


