O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liberdade à influenciadora digital presa preventivamente por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A decisão foi publicada neste domingo (24) e manteve a prisão determinada pela primeira instância.
Flávio Dino afirmou que não há ilegalidade na prisão preventiva da empresária e destacou que o STF não deve ser usado como recurso inicial contra decisões de primeira instância. A defesa da influenciadora havia solicitado revogação da prisão ou medidas alternativas, mas o pedido foi negado.
A influenciadora foi presa na quinta-feira (21) durante a operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro para o PCC. Segundo o inquérito, entre 2018 e 2021, ela recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados e cerca de R$ 716 mil em empresas ligadas, sem contratos que justifiquem os valores. A Justiça bloqueou R$ 27 milhões em bens.
A investigação revelou um esquema financeiro envolvendo a transportadora Lopes Lemos Transportes, usada para movimentar recursos ilícitos do tráfico. Seis mandados de prisão preventiva foram expedidos contra integrantes do grupo, incluindo o líder do PCC e familiares. Dois suspeitos estão foragidos e incluídos na lista da Interpol.


