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Leitura: Tribunal mantém júri popular para policiais acusados do massacre de Pau D’Arco
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Justiça

Tribunal mantém júri popular para policiais acusados do massacre de Pau D’Arco

Carla Fernandes
Última atualização: 28 de maio de 2026 06:15
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A 2ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará manteve a decisão que leva policiais acusados do massacre de Pau D’Arco a júri popular. O massacre ocorreu em 24 de maio de 2017, quando 10 trabalhadores rurais foram mortos durante operação policial na antiga Fazenda Santa Lúcia. Apesar da decisão, o julgamento ainda não tem data definida e nenhum policial foi julgado.

Em setembro de 2017, o Ministério Público do Pará denunciou 17 policiais por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, tortura, fraude processual e associação criminosa. A perícia da Polícia Federal indicou que não houve confronto armado e que parte das vítimas foi executada à queima-roupa, sem que policiais tenham se ferido.

O processo tramita há quase uma década entre recursos e questionamentos das defesas, que alegam nulidades e falhas nas investigações. A decisão recente rejeitou os principais recursos e manteve o encaminhamento ao júri popular, mas ainda depende de trâmites para definir a data do julgamento.

Em 2021, uma testemunha sobrevivente do massacre foi assassinada na mesma região, mesmo integrando programa de proteção. Familiares das vítimas, sobreviventes e movimentos sociais realizaram atos em memória dos mortos e cobraram justiça no local do massacre, atualmente o Projeto de Assentamento Jane Júlia, onde vivem cerca de 200 famílias.

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