A assistência de acusação, que representa o pai de um menor, solicitou nesta segunda-feira (8) a anulação do julgamento de Monique Medeiros. O pedido se baseia em falhas nas perguntas feitas aos jurados, o que teria gerado contradições no resultado da condenação por omissão e na desclassificação do crime.
O recurso foi apresentado pelo advogado que representa o pai. Segundo ele, as falhas na votação impediram que a vontade dos jurados fosse manifestada de forma clara. O advogado afirmou que, ao reconhecer a participação da ré nos fatos, as respostas subsequentes geraram conclusões incompatíveis com decisões anteriores, o que exige um novo julgamento.
Monique Medeiros deixou a prisão na tarde de quinta-feira (4). A juíza Elizabeth Machado Louro reconheceu que a pena de um ano e quatro meses pelo crime de omissão já havia sido cumprida durante o período de prisão preventiva. A magistrada também concedeu perdão judicial após os jurados afastarem a acusação de homicídio doloso e reconhecerem a modalidade culposa.
A defesa da ré contestou a alegação de manobra, afirmando que um quesito inicial continha erro, o que foi corrigido pela juíza. A Promotoria do Rio também protocolou recurso contra a decisão. O julgamento, ocorrido em 2021, foi o mais longo da história recente do Tribunal do Júri do Rio.

