O clima nos bastidores do Tribunal Superior do Trabalho (TST) segue tenso quase dois meses após o presidente, Luiz Philippe Vieira de Mello, afirmar que um magistrado é um “juiz vermelho que defende uma causa”. O desconforto interno persiste, mesmo com a cessação de hostilidades públicas, segundo relatos de membros da Corte em Brasília.
Um dos juízes do TST relatou, em caráter reservado, que o ambiente se torna pesado quando Mello comparece ao restaurante dos magistrados, localizado no 6º andar do edifício-sede. Na época da crise, integrantes do TST criticaram o presidente, declarando que ele “prestou um desserviço à Justiça do Trabalho”.
Posteriormente, Mello explicou a declaração, afirmando que ela foi “tirada de contexto”. Em sessão plenária, ele declarou que “não tem juiz azul nem vermelho”. O presidente afirmou que os magistrados trabalham pela defesa e fortalecimento da Justiça do Trabalho, e não por interesses partidários.
Mello complementou a fala, dizendo que “nós, vermelhos, temos causa, não temos interesse”, pedindo que essa distinção fosse clara para o público nacional.

