O registro de contratos de namoro cresceu 827% desde 2016, atingindo 241 atos em 2025. O aumento, impulsionado por pessoas mais velhas, indica que casais buscam formalizar relações para garantir proteção patrimonial em novas etapas da vida afetiva.
O instrumento legal formaliza uma relação afetiva sem intenção de união estável imediata, funcionando como elemento de prova da intenção das partes. Especialistas apontam que o crescimento está ligado a mudanças na composição familiar brasileira, onde quase um terço dos casamentos atuais envolve pessoas divorciadas ou viúvas, segundo dados do IBGE.
Eduardo Calais, presidente do CNB/CF, declarou que o contrato de namoro visa dar transparência e segurança jurídica, protegendo direitos e evitando conflitos futuros. A psicanalista Carol Tilkian comentou que a expansão reflete a tentativa de normalizar conversas sobre finanças no início dos relacionamentos.
Advogados apontam que muitos clientes buscam o documento após separações ou inventários, temendo redividir bens. No entanto, Calais ressaltou que o contrato não é uma blindagem automática, pois o Judiciário pode reconhecer a união estável conforme as circunstâncias concretas do relacionamento.

