O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, declarou que sua remuneração está abaixo do patamar adequado. Campbell afirmou que o volume de processos sob sua responsabilidade na Corte justifica um reajuste salarial, apesar de ter recebido cerca de R$ 141 mil em abril.
As declarações foram feitas durante uma entrevista a veículos de comunicação, onde o magistrado defendeu um ajuste condizente com a produtividade dos juízes brasileiros. Campbell declarou: “Eu não tenho a remuneração à altura dos milhares de processos que eu julgo no Superior Tribunal de Justiça”. Ele acrescentou que se dedicou aos processos, mencionando que não sabe se julgou todos os 130 mil processos, mas que deveria receber um salário compatível com o trabalho realizado pelo país.
Os valores recebidos por Campbell incluem indenizações, vantagens pessoais e créditos adicionais. Contudo, os contracheques do corregedor superam o teto constitucional do funcionalismo público federal, que é de R$ 46.300, valor correspondente ao salário bruto dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A queixa do ministro ocorre em um momento de mudanças nas regras de remuneração do Judiciário. O STF definiu novas diretrizes para conter excessos, proibindo auxílios sem base legal específica e limitando vantagens adicionais a 70% do teto constitucional. Essas novas travas começaram a valer em abril.


