A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra a influenciadora Deolane Bezerra Santos e o líder do Primeiro Comando da Capital, Marco Willians Herbas Camacho, tornando-os réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão, proferida na última terça-feira (16), imputou aos acusados os crimes previstos na Lei nº 12.850/2013 e na Lei nº 9.613/1998.
O Tribunal de Justiça determinou que o esquema milionário utilizava uma empresa de fachada para realizar depósitos fracionados na conta da influenciadora. Além dos citados, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Sousa, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho também foram incluídos no processo. O Tribunal considerou haver provas concretas para acusar o grupo.
Os crimes imputados são Organização Criminosa e Lavagem de Capitais. A especialista em Direito Penal, Beatriz Alaia Colin, explicou que a lavagem de dinheiro, no caso da influenciadora, utilizou a técnica conhecida como smurfing, que consiste em dividir grandes valores ilícitos em operações menores para dificultar o rastreamento por órgãos de controle financeiro.
A defesa de Deolane Bezerra afirmou que o recebimento da denúncia é um ato processual inicial e reiterou a inocência da influenciadora, alegando que seus rendimentos possuem origem lícita. Os acusados serão citados pessoalmente para apresentar resposta à acusação no prazo de até 10 dias.

