A Justiça Federal em Minas Gerais fixou multa diária de R$ 50.000 contra o escritório inglês Pogust Goodhead. A decisão, proferida em 25 de junho de 2026, refere-se a uma ação civil pública sobre a atuação da banca junto aos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.
A multa foi determinada pelo juiz Fabiano Verli após apontar o descumprimento de uma ordem judicial anterior, emitida pela juíza federal Fernanda Schorr em julho de 2025. A magistrada havia constatado que o escritório divulgava mensagens que poderiam confundir os atingidos.
Segundo a decisão, essas mensagens poderiam levar as vítimas a buscar indenização na Justiça da Inglaterra, afastando-as do Programa de Indenização Definitiva (PID) no Brasil. Por isso, a juíza determinou que o escritório corrigisse a publicidade abusiva, publicando avisos por pelo menos 90 dias às suas custas.
O magistrado também estabeleceu que o advogado Felipe Hotta, sócio do escritório, responderia por 20% de eventual penalidade. O escritório Pogust Goodhead afirmou não ter sido formalmente informado da decisão e declarou que o caso não impacta a ação em curso no Reino Unido.

