A organização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo criticou neste domingo (7 de junho de 2026) um projeto de lei que visa restringir a participação de jovens e proibir a realização do evento em vias públicas. A manifestação, realizada na Avenida Paulista, considera as propostas um ataque à liberdade de expressão e à diversidade social brasileira.
A nota divulgada pela organização afirmou que a Parada enfrenta esforços para derrubá-la desde sua primeira edição, classificando o movimento como parte de uma onda conservadora que busca o retrocesso de direitos conquistados. O evento, que celebra a 30ª edição com o tema “30 anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, relaciona mobilização de rua com defesa de direitos da população LGBTQIA+.
O projeto de lei, de autoria de um vereador, foi aprovado em primeiro turno pela Câmara Municipal de São Paulo em 20 de maio. O texto impede a presença de crianças e adolescentes em eventos que fomentem práticas LGBTQIA+, mesmo com autorização dos responsáveis. Além disso, a proposta veda a ocupação e a interdição de vias públicas para a realização dessas manifestações.
Os organizadores declararam que a rua é o espaço legítimo de manifestação e que a educação para a diversidade deve abranger todas as gerações. Advogados consultados pela imprensa classificaram o projeto como inconstitucional. Um membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB disse que a proposta viola direitos como igualdade, liberdade de expressão e exercício da cidadania.


