A 30ª Parada LGBT+ de São Paulo reuniu manifestantes no domingo (7), com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) como uma das figuras centrais. O evento, que defendeu pautas da classe trabalhadora, contrastou com a ausência de políticos de direita, que participaram da Marcha Para Jesus.
Hilton, em traje de odalisca, participou da avenida Paulista e apresentou a proposta de fim da escala 6×1. Ela afirmou que “A maior vitória da classe trabalhadora brasileira está nas mãos de uma travesti preta”. Durante o evento, ela cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pela votação da matéria, gerando reação do público.
A ausência do governador do Estado e do prefeito da capital paulista na Parada foi notada pelo diretor do evento, Matheus Emílio. Emílio comentou que o contraste com a Marcha Para Jesus demonstra que “cidadãos LGBT+ ainda são tratados como cidadãos de segunda classe”.
Historicamente, a presença de políticos de direita na Parada diminuiu com a ascensão do bolsonarismo, segundo Emílio. Enquanto isso, o vereador Lucas Pavanato (PL) compareceu à Paulista e provocou presentes, apoiando projeto que visa transferir o evento para espaços fechados.

