A PEC que propõe o fim da escala 6×1 aguarda votação no Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto estabelece a redução da jornada semanal para 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho, e gera preocupação fiscal nos municípios brasileiros.
A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos alertou que, se o Senado aprovar o texto sem alterações, as tarifas dos ônibus municipais podem sofrer reajuste de até 8%. As prefeituras enfrentariam a escolha entre repassar o aumento ao usuário ou ampliar subsídios, onerando os orçamentos públicos.
Fred Guidoni, presidente da Associação Paulista de Municípios, afirmou que o impacto da mudança ultrapassa o transporte público, afetando saúde, educação, limpeza urbana e obras. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, os municípios brasileiros precisariam contratar mais de 700 mil novos servidores, gerando um custo estimado de quase R$ 40 bilhões.
A estimativa para o estado de São Paulo aponta para a contratação de cerca de 100 mil novos servidores, com impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões nas contas públicas. Guidoni comentou que, sem reposição de mão de obra, os serviços tendem a diminuir em qualidade e quantidade, devido à perda de cerca de 27 mil horas trabalhadas.

