A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, investigando um suposto esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A operação tem como alvo o banqueiro dono do Banco Pleno, instituição que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
A investigação apura crimes como corrupção e obstrução da Justiça. Entre os alvos estão um senador e o banqueiro responsável pelo Banco Pleno, que teve sua trajetória marcada por mudanças de controle e instabilidade operacional. O banco surgiu do Banco Indusval & Partners, fundado em 1967, e passou por diversas reorganizações societárias.
O Banco Pleno, que pertencia ao grupo Banco Master, foi vendido no segundo semestre do ano passado a um ex-sócio do grupo. A instituição enfrentou problemas de liquidez, o que levou o Banco Central a decretar sua liquidação extrajudicial. O órgão regulador apontou que a decisão ocorreu devido ao comprometimento da situação econômico-financeira e ao descumprimento de normas.
Em setembro, o Banco Pleno possuía passivos de cerca de R$ 6,8 bilhões, com grande dependência de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) como fonte de financiamento. A presença do banco no sistema financeiro era reduzida, concentrando cerca de 0,04% dos ativos do setor até setembro do ano passado.

