O promotor de Justiça Fábio Vieira, do Ministério Público do Rio de Janeiro, afirmou que a mãe de um menino morto aos quatro anos deixou o filho ser torturado. Vieira declarou que já foi apresentado recurso para anular o julgamento, citando nulidades no processo.
Vieira expressou espanto com a comemoração de pessoas e da defesa da mãe, mesmo após a condenação por omissão por tortura. Segundo o promotor, se a situação atual for mantida, a sociedade condenou a mãe por permitir a tortura do filho.
Sobre o perdão judicial concedido, Vieira analisou que a juíza cometeu um “duplo equívoco jurídico”. Ele explicou que os jurados já haviam sido questionados sobre a absolvição da mãe após ela ter sido considerada omissa. O promotor afirmou que é contraditório conceder perdão a quem submeteu o filho a tal situação.
A mãe foi condenada por tortura por omissão e teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para culposo. Após a decisão, ela deixou a Penitenciária Talavera Bruce. O promotor reiterou que sua análise é estritamente jurídica e baseada nos fatos comprovados no processo.


