Réplicas frequentes após os dois grandes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) dificultam os esforços de resgate de sobreviventes. A coordenadora de ajuda humanitária Loyce Pace, da Cruz Vermelha para as Américas, informou que a ameaça constante exige cautela das equipes no local.
A diretora da Cruz Vermelha para as Américas declarou que os tremores sucessivos são constantes e assustadores, o que obriga as equipes a terem extremo cuidado ao entrar nas comunidades para prestar assistência ou avaliar danos. Pace acrescentou que os riscos estruturais impedem que as pessoas retornem às suas casas com segurança nas próximas semanas.
Devido à situação, muitas pessoas ainda dormem ao ar livre, e a montagem de abrigos temporários levará tempo para atender a todos. A coordenadora relatou que a ansiedade circula na comunidade, mesmo entre os voluntários, que começaram a trabalhar imediatamente apesar de terem familiares desaparecidos ou terem perdido suas residências.
Em relação às vítimas brasileiras, o Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de dois cidadãos no país. A pasta lamentou os fatos, mas preservou as identidades das vítimas, que eram um homem e uma mulher.


