Um senador apresentou um plano de segurança pública com 12 medidas estratégicas em São Paulo. O pacote inclui a aplicação da castração química para condenados por estupro, conforme um projeto de lei que tramita no legislativo.
A medida, que visa inibir a libido masculina, consiste na administração de substâncias hormonais. Diferente da castração física, a castração química é um tratamento hormonal reversível. Ela utiliza medicamentos que agem na hipófise, glândula cerebral que regula a produção de hormônios, causando queda nos níveis de testosterona no sangue.
Entre os fármacos citados estão o Acetato de medroxiprogesterona e o Acetato de leuprorrelina. A proposta faz parte de um projeto que também cria um cadastro público de condenados por crimes como estupro de vulnerável. Defensores afirmam que a técnica reduz o risco de reincidência.
Críticos, contudo, contestam a eficácia da castração química, argumentando que crimes sexuais frequentemente envolvem relações de poder e agressividade, e não apenas a libido. Especialistas indicam que a medida é mais eficaz quando combinada à psicoterapia.

