Senadores retiraram apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) alternativa à redução da jornada de trabalho. O movimento ocorreu após mobilização de sindicatos e críticas de parlamentares, que associaram a proposta a uma possível ampliação da jornada.
A tentativa da oposição de criar uma PEC concorrente àquela aprovada pela Câmara dos Deputados, que reduz a jornada semanal e garante dois dias de descanso remunerado, enfrentou resistência no Senado. A proposta, articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), buscava maior flexibilização das relações de trabalho e remuneração por hora trabalhada.
A pressão de centrais sindicais, que argumentaram que o texto enfraqueceria a participação dos sindicatos nas negociações, gerou recuos. O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) retirou sua assinatura, declarando que a PEC retira a presença do sindicato das negociações. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também se afastou da iniciativa, afirmando que defenderá o fim da escala 6×1 por meio da proposta da Câmara.
O desgaste atingiu aliados de centro. O senador Romário (PL-RJ) reconsiderou sua posição após acompanhar a reação popular ao texto, entendendo que ele era prejudicial ao trabalhador brasileiro. A estratégia da oposição, que inicialmente contava com apoio de metade dos integrantes da Casa, perdeu força política.


