Os terremotos que atingiram a região norte da Venezuela, incluindo Caracas, resultaram em pelo menos 920 mortos e mais de 50 mil desaparecidos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26). O balanço, que também contabiliza 3.360 feridos, é provisório, e a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para um número maior de vítimas.
O balanço oficial, divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, detalha a destruição causada pelos sismos, que foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. Segundo Rodríguez, 383 edifícios foram totalmente derrubados ou sofreram danos. Além disso, ele informou que ainda havia 172 pessoas presas nos escombros.
Tom Fletcher, chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da ONU, declarou que a busca por sobreviventes é uma tarefa colossal, dado o número de desaparecidos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou pesar pela perda de vidas e confirmou a mobilização urgente da organização. Atualmente, 25 equipes de resposta rápida estão sendo enviadas ao terreno.
O governo interino anunciou a militarização do estado de La Guaira, uma área costeira afetada e classificada como zona de desastre. Vários países, incluindo Brasil e Estados Unidos, anunciaram envio de equipes de auxílio. O Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de dois brasileiros, enquanto Portugal registrou nove mortes e 56 desaparecidos.

