Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divergiram sobre a decisão do presidente Nunes Marques de suspender uma pesquisa eleitoral. A Corte não consolidou maioria para manter ou derrubar a liminar, conforme relatos obtidos pela imprensa.
O julgamento da liminar que suspendeu uma pesquisa eleitoral envolvendo candidatos dividiu a Corte do TSE. Ministros, ouvidos em caráter reservado, afirmaram que não há consenso para manter integralmente a medida ou para revogá-la. O pedido de vista no processo permitiu uma discussão mais ampla sobre os critérios que devem guiar a Justiça Eleitoral em relação aos levantamentos de intenção de voto.
Um magistrado comentou que o debate deve ser tratado como uma discussão técnica sobre o cumprimento das regras eleitorais, e não como uma questão de liberdade de expressão. Segundo essa avaliação, pesquisas não podem funcionar como instrumentos de influência política sem seguir as exigências legais de divulgação.
Outro integrante da Corte declarou que o julgamento permanece em aberto, e que especulações sobre um placar não refletem as conversas internas. Magistrados também expressaram preocupação com a definição de parâmetros objetivos para contestar levantamentos, evitando decisões subjetivas.

