Três dos quatro modelos de análise eleitoral favorecem o presidente Lula, segundo o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest. Ele avaliou que o presidente ganhou competitividade no primeiro semestre de 2026, mas a disputa ainda pode mudar de rumo com o avanço dos debates e a mobilização dos eleitores.
Nunes afirmou que os indicadores eleitorais passaram a favorecer o presidente desde maio. A probabilidade de reeleição de Lula subiu de cerca de 38% para quase 60% após a melhora na aprovação do governo federal. Ele explicou que programas como o Desenrola e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais ajudaram a reduzir a distância entre os indicadores macroeconômicos e a percepção do eleitor sobre sua vida financeira.
O diretor da Quaest comentou que o grupo de eleitores independentes, considerado decisivo, passou a migrar mais para Lula nas pesquisas recentes. Contudo, a segurança pública e a violência continuam sendo temas que favorecem a oposição. Além disso, Nunes apontou que o crescimento da abstenção é um fator crucial, pois o eleitor mais propenso a votar no presidente tende também a se abster.
Cila Schulman, CEO do Ideia Big Data, ponderou a possibilidade de a eleição ser decidida no primeiro turno, visto que Lula não possui concorrentes relevantes na esquerda. Antonio Lavareda, presidente do Ipespe, avaliou que o pleito pode definir se a direita voltará a ser conduzida por partidos tradicionais ou permanecerá sob a liderança do bolsonarismo, indicando que há uma estratégia organizada entre lideranças de centro-direita.

