Um homem morreu após se incendiar em protesto perto da sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, na noite de quinta-feira. A polícia local confirmou que o indivíduo, que apresentava queimaduras graves, foi levado a um hospital, mas foi declarado falecido. A investigação sobre o ocorrido segue em andamento.
Fontes indicam que o homem era um ativista tibetano. Segundo relatos, ele se incendiou após apresentar um apelo pela independência e unidade do Tibete, portando uma bandeira tibetana no local do protesto.
O ato ocorre em um momento de tensão geopolítica. Recentemente, a China implementou uma nova lei sobre unidade étnica, visando criar uma identidade nacional compartilhada entre 55 minorias, incluindo tibetanos e uigures. Essa legislação gerou preocupação em países como os Estados Unidos e a União Europeia.
Organizações internacionais de direitos humanos e tibetanos no exílio criticam as ações do governo chinês nas regiões tibetanas. Pequim rejeita tais críticas, mantendo o controle sobre o Tibete desde 1950, período que o governo descreve como um “mírové osvobození” do feudalismo.

