Deputados e senadores encerram a semana de trabalho antes do recesso parlamentar, com diversas propostas consideradas prioritárias ainda sem análise nos plenários das duas casas. O período de recesso se estende até 1º de agosto, mas eleições devem suspender atividades até outubro.
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal trabalham até 17 de julho. No entanto, projetos importantes, como a equiparação da misoginia ao crime de racismo, devem aguardar o período pós-eleitoral. A proposta, que já passou pelo Senado, enfrenta resistência de deputados religiosos, que temem interpretações equivocadas de textos bíblicos.
Outras matérias em pauta incluem a atualização do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). Embora o Senado tenha aprovado o aumento de R$ 81 mil para R$ 130 mil, o texto deve ser adiado. No Senado, pautas do governo, como a PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, aguardam despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, devido a tensões políticas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A criação do marco legal da Inteligência Artificial também não avança antes do recesso. Além disso, a renegociação de dívidas rurais e o projeto de incentivo a minerais críticos também ficam paralisados. Aliados do presidente Lula buscam articulação para destravar as matérias no Senado.

