Comunidades ribeirinhas de Juruti, no oeste do Pará, denunciam o início da dragagem no Rio Amazonas, atividade realizada pela Alcoa. A Coordenação de Comunidades Diretamente Impactadas pela Dragagem do Rio Amazonas (CDID) afirma que a empresa não cumpriu o prazo de seis meses de antecedência previsto em acordo.
A CDID questiona a condução do processo pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), alegando que a vistoria do órgão não coleta dados ambientais e sociais anteriores à intervenção. A entidade também repudia o licenciamento ambiental concedido pela Semas, por considerar que a autorização carece de respaldo técnico e social suficiente.
O Ministério Público Federal (MPF) acompanha o caso através do Inquérito Civil nº 1.23.002.000816/2025-20. O órgão apontou impactos socioambientais graves, como contaminação da água e redução de pescado, após reuniões com comunidades em novembro de 2025. O MPF recomendou a anulação imediata da autorização ambiental (AU nº 5882/2025), válida até junho de 2027, por não avaliar os impactos cumulativos.
A Semas informou que a dispensa de licenciamento está alinhada à Lei Federal nº 15.190. Já a Alcoa declarou que atua em conformidade com a legislação, afirmando que as atividades estão devidamente autorizadas e que a empresa mantém monitoramentos ambientais e compromissos socioambientais.

