O Brasil alcançou em 2024 a maior expectativa de vida de sua história, atingindo 76,6 anos em média, segundo o IBGE. Contudo, especialistas alertam que o avanço da longevidade exige uma mudança de foco: preservar a capacidade funcional e a qualidade de vida dos cidadãos.
O aumento da expectativa de vida no país evidencia um desafio maior: garantir que os anos adicionais sejam vividos com saúde e autonomia. Segundo o Dr. Alexandre Duarte, médico e pesquisador em fisiologia metabólica e hormonal, o debate sobre envelhecimento precisa ir além do número de anos. O objetivo deve ser ampliar o período em que a pessoa mantém capacidade de trabalhar e preservar a função cognitiva.
O adoecimento frequentemente se desenvolve lentamente, sem sintomas iniciais, devido a alterações metabólicas. Fatores como perda muscular, resistência à insulina, sedentarismo e má alimentação elevam o risco de doenças cardiovasculares e fragilidade. O especialista afirma que a prevenção deve ocorrer antes do diagnóstico, aproveitando a fase silenciosa de perda de eficiência metabólica.
Um dos maiores desafios é a sarcopenia, a redução gradual da massa muscular, que aumenta o risco de quedas e perda de independência. Duarte explica que o peso isolado não reflete o estado de saúde. As estratégias preventivas, como exercícios de força e alimentação adequada, devem ser adotadas na vida adulta para preservar a capacidade funcional ao longo das décadas.

