A expansão da Faixa Azul, corredor preferencial para motociclistas em São Paulo, está paralisada há um ano. O projeto, criado pela prefeitura para reduzir acidentes e melhorar o trânsito, aguarda decisão do governo federal sobre novos trechos.
Desde julho de 2025, o último trecho foi implantado na Avenida Jacu-Pêssego, na Zona Leste. A paralisação ocorre por um impasse entre a Prefeitura de São Paulo e o governo federal. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que cerca de 80 quilômetros de novas faixas foram encaminhados para análise da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
A Faixa Azul, iniciada em janeiro de 2022, já cobre mais de 200 quilômetros em mais de 40 vias. Dados da CET mostram que, até 2025, foram registrados 2.500 acidentes nas vias com o corredor, com 68 mortes. Contudo, a CET afirmou que houve redução de 26% na gravidade dos acidentes em trechos como as avenidas 23 de Maio e Tiradentes.
O projeto encerrou o período de testes em março deste ano. A administração municipal aguarda a decisão da Senatran para definir se a Faixa Azul integrará a regulamentação nacional de trânsito. Ezequiel Dantas, especialista em mobilidade urbana, declarou que a ampliação deve ser acompanhada de estudos científicos robustos.

